Espetáculos, esquetes, teatro de rua. Tudo isso no SENAC de Irajá comandado pela CTI – Comunidade Teatral de Irajá. O movimento artístico que lidero junto com Renato Neves em Irajá, que hoje conta com mais de 50 artistas: atores, artistas plásticos, cenógrafos, figurinistas, artesãos, entre outros. Aguardamos vocês neste encontro de verão. Até!
De Iguassú Velha à Nova Iguaçu neste final de semana no Centro Cultural Sylvio Monteiro – Nova Iguaçu
Informações sobre o Teste para o espetáculo Sobre Mentiras e Segredos
OS CICLOMÁTICOS COMPANHIA DE TEATRO, com sede na cidade do Rio de Janeiro, realizará teste para ator do sexo masculino (substituição) para o espetáculo SOBRE MENTIRAS E SEGREDOS. Os interessados deverão:
- Ter entre 18 e 35 anos;
- Possuir DRT;
- Ter total disponibilidade aos finais de semana para ensaios, reuniões, workshops etc;
- Ter disponibilidade para viagens longas e curtas e para temporadas.
Os interessados deverão enviar para o email osciclomaticos@osciclomaticos.com.br ATÉ O DIA 31 DE OUTUBRO:
- Currículo completo;
- 2 (duas) fotos, uma de rosto e outra de corpo inteiro;
- Breve carta descrevendo seu interesse em trabalhar com Os Ciclomáticos, suas experiências com teatro de grupo etc.
Os candidatos pré-selecionados através de análise do material enviado serão convidados a participar do teste, quando receberão, por email, o texto para a (s) personagem (ns) pretendida (s).
Dúvidas entrar em contato pelo email acima.
OS CICLOMÁTICOS COMPANHIA DE TEATRO
Rio de Janeiro – RJ
www.osciclomaticos.blogspot.com
Trechos do espetáculo Sobre Mentiras e Segredos no Youtube:
Em breve Os Ciclomáticos – Repertório 15 anos no Teatro Maria Clara Machado – Planetário – Gávea.
IV Festival de Esquetes Camarim das Artes
IV Festival de Esquetes Camarim das Artes – R$1.500,00 em prêmios!
O Festival de Esquetes Camarim das Artes está em sua quarta edição, realizando seus objetivos principais: descobrir novos talentos, bem como fazer intercâmbio de experiências com grupos de outros municípios, divulgando e estimulando a arte teatral para toda população interessada, com entrada franca. As inscrições estão abertas até 01 de outubro e o edital pode ser encontrado no site: http://www.ciacatarse.com.
As apresentações ocorrerão no Espaço Cultural Camarim das Artes localizado na Freguesia – Jacarepaguá, nos dias 11,12,13 e 14 de novembro, sempre as 19h!
MAIS INFORMAÇÕES
Edital: www.ciacatarse.com
Endereço: Rua Araguaia, 359, Freguesia – Jacarepaguá – Rio de Janeiro
Inscrições até: 01 de Outubro
Dias de apresentação: 11,12,13,14 de Novembro as 19h
Telefone: 21 3392-7096
Minha alma é nada depois dessa história recebe o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua
Foram contemplados, com prêmios de até R$ 50 mil, 63 projetos artísticos que buscam, nas apresentações de rua, um novo significado para o conceito de espaço público. O processo seletivo foi aberto a propostas de montagem ou circulação de espetáculos, performances cênicas e intervenções urbanas. Os proponentes puderam desenvolver ainda projetos que viabilizassem o registro de suas atividades ou a preservação de sua memória. Puderam participar do concurso associações, cooperativas, companhias, empresas, grupos, coletivos, trupes ou artistas independentes.
A Comissão de Seleção foi composta por: Xisto José Pinto Costa, Valéria Maria Silton Pinheiro, José Nuñez Garcia, Vitor Hugo Samudio Delasierra Britez e Wladilene de Souza Lima.
Mais de 840 projetos de todo o Brasil, apenas 3 contemplados do estado do Rio de Janeiro e estamos entre eles. Agora estaremos em breve na estrada, assim como no Prêmio Myriam Muniz onde percorremos por 4 cidades o Projeto Os Ciclomáticos – 13 anos de viência.
Em breve o espetáculo Minha alma é nada depois dessa história passará pelas seguintes localidades do Rio de Janeiro:
Irajá
Carmo
Volta Redonda
Miracema
Mais informações em breve! Valeu Ciclomáticos!!!!!
10ª Mostra SESC CBTIJ de Teatro para Crianças apresenta “O piolho, a caolha, a morte e as 4 irmãs que não deveriam falar”

Selecionado para a 10ª Mostra SESC CBTIJ de Teatro para Crianças, o espetáculo que escrevi e dirigi fará temporada e viagens pela rede SESC.
Crtica da Revista Veja:
“O Piolho, a Caolha, a Morte e as Quatro Irmãs que Não Deveriam Falar. O longo título anuncia as quatro histórias apresentadas no espetáculo em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal. Pesquisados pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), os contos populares inspiram a montagem cujo colorido captura a atenção dos pequenos. Um altar, flores de papel, guarda-chuvas e bandeiras ganham usos variados na interpretação dos sete atores da companhia Cutucurim, de Angra dos Reis. Durante a sessão, o palco transforma-se em casa humilde, palácio, cozinha e margem de rio. Ao longo dos esquetes, o elenco também recorre a pandeiro, bumbo e triângulo para embalar fábulas de fundo moral e temas delicados. Um deles, a morte, é abordado de forma sutil, mas nem um pouco ingênua, naquele que é um dos grandes acertos da produção.”
Sinopse:
Espetáculo ganhador do Prêmio Angélica Daher de estímulo ao Teatro. Com direção de Ribamar Ribeiro. Peça baseada em contos populares pesquisados por Câmara Cascudo,conta histórias divertidas sobre a menina que cria um piolho, o segredo de uma mulher caolha, uma jovem menina que chora de saudade do irmão e quatro irmãs que quando falavam era um desastre..
Abaixo os horários e datas:
19 de setembro – 17h – Sesc Campos
25 de setembro – 16h – Sesc Duque de Caxias
24 de outubro – 17h – Criança Feliz
07 de novembro – 16h Sesc Barra Mansa
21 de novembro – 16h Sesc Nova Friburgo
28 de novembro – 16h Sesc Madureira
05 de dezembro – 16h Sesc Teresópolis
Temporada no SESC Tijuca
05 a 27 de fevereiro de 2011
Genet – Os Anjos devem morrer no IX Encontrarte – Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense
Mais uma vez tem Ciclomáticos no ENCONTRARTE. Nossa história se confunde com a história deste grande evento. Começamos a participar com amargasalmas em 2005, depois foi A Corrente de Eléia em 2006, depois Super Coffin ou sonho de uma noite de velório em 2008, em 2009 Antes que o Galo Cante e em 2010 Genet – Os Anjos devem morrer, o mais novo trabalho da Companhia. A apresentação será no SESC Nova Iguaçu e já existe uma grande expectativa. Eespetáculo com 9 prêmios no Festival da FETAERJ, incluindo melhor espetáculo.
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Os Ciclomáticos estão sempre em busca de um aprofundamento da linguagem narrativa e iniciou uma pesquisa com o estudo de autores, encabeçada pelo diretor Ribamar Ribeiro, o que gerou o desenvolvimento da Trilogia dos Indesejáveis. Na primeira fase da trilogia iniciou-se um estudo sobre a obra de Nelson Rodrigues, em que foi desenvolvida a montagem de “Sobre Mentiras e Segredos” (que ganhou mais de 60 prêmios em todo o Brasil). Já a segunda fase do projeto traz o estudo sobre Jean Genet, que resultou na montagem de “Genet – Os Anjos Devem Morrer”, atualmente em cartaz. E para finalizar este ciclo, futuramente os Ciclomáticos mergulharão na obra de Plínio Marcos, que promete mais uma montagem emocionante para os palcos.
O espetáculo é patrocinado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, através do Edital de Cultura 2008 promovido pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio, e faz parte do Projeto de Circulação Os Ciclomáticos – 13 anos de vivência, contemplado com o Prêmio Myriam Muniz 2009.
Sinopse
Com um cabaré-teatro decadente como cenário, o espetáculo conta a história de Madame, Divina, Mignon, Mimosa III, Nossa Senhora das Flores e Genet. Tudo isso envolto em muito suspense sórdido, em que todos querem ser Madame. Madame não tem sexo, Madame não tem cor, Madame não tem idade. Todos são como anjos. E os anjos devem morrer. O enredo traz uma trama biográfica ficcional sobre o universo de Jean Genet, pela visão do diretor e dramaturgo Ribamar Ribeiro. Aguardamos vocês. Entrada Franca! Até breve!
SERVIÇO:
Genet – Os Anjos devem morrer
SESC Nova Iguaçu
Endereço: Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá
Data: 22/09/2010
Horário: 20h
18 anos
ENTRADA FRANCA – Chegar com meia hora de antecedência
Dolores no XI Festival Nacional de Teatro de Guaçui – ES
Começa na segunda-feira (16) e vai até o sábado (21), o XI Festival Nacional de Teatro de Guaçuí. A programação reunirá peças apresentadas por grupos do Espírito Santo e de outros estados como: Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. A abertura acontece no dia 16, às 20 horas, no teatro municipal Fernando Torres e logo depois será apresentada a peça Fahrenheit, 451, da Cia Teatro Urgente, de Vitória-ES.
O festival é uma realização do grupo Gota, Pó e Poeira e do teatro municipal Fernando Torres em parceria com a Prefeitura Municipal de Guaçuí e com o Governo do Estado do Espírito Santo.
A entrada será cobrada para as apresentações realizadas no teatro municipal, já as peças realizadas na rua serão abertas ao público. Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro: entrada para um dia R$ 5, pacote para estudante (mediante apresentação de carteira de estudante) R$ 15, pacote inteiro R$ 20.
Confira a programação:
Dia 20 de agosto – sexta-feira
14 h – O Belo e as Feras – Produção Wilson Nunes – Vitória-ES
16 h – O vendedor de palavras – Grupo Mototóti – Porto Alegre-RS (Praça)
20 h – Dolores – Grupo Teatral Di-Ferente – Uberlândia-MG
Por: Jackson Vimercati Passos
Genet – Os Anjos devem morrer um dos vencedores do 32º Festival de Teatro da FETAERJ
O festival da FETAERJ 2010 foi ótimo. Com programações variadas e Genet – Os Anjos devem morrer com 9 prêmios e mais indicações:
Prêmios:
Destaque de Melhor Espetáculo – Juri Oficial
Destaque de Melhor Espetáculo – Júri do Movimento
Destaque de Direção – Ribamar Ribeiro
Destaque de Atriz – Carla Meirelles
Destaque de Ator – Getulio Nascimento
Dstaque de Ator Coadjuvante – Mauro Carvalho
Destaque de Texto Original – Ribamar Ribeiro
Destaque de Trabalho Corporal – Ribamar Ribeiro
Destaque de Maquiagem – André Vital
Indicações:
Destaque de Ator – Renato Neves
Destaque de Cenografia – Cachalote Mattos e Ribamar Ribeiro
Destaque de Sonoplastia – Ribamar Ribeiro
Crítica por Leonardo Simões de Ana e Sofia no II Festival de Esquetes de niterói – 2010
Esquete nº. 02 da quinta-feira, dia 29/7/2010 – Título: ANA E SOFIA
Autor: Ribamar Ribeiro
Responsável ou Grupo: CTI – Comunidade Teatral do Irajá
Interpretação: Camila Zampier (Ana); Talita Bildeman (Sofia); e Almir Rodrigues (Leon).
Direção: Ribamar Ribeiro
a) Relação entre a proposta apresentada na ficha de inscrição e o que foi percebido em cena:
A proposta apresentada toca diretamente nos pontos percebidos como bases da cena realizada: o texto e a oralidade estruturados na linha do teatro narrativo; o uso simbólico de módulos e um baú que se transformam cenicamente, assim como tecidos coloridos, além do figurino simples que busca garantir, a um só tempo, a identidade e a unidade entre os personagens.
Caminhando sobre essas bases claras, e sem maiores pretensões, o trabalho evidencia o desenvolvimento contínuo do diretor, com seus atores e alunos, na linha do teatro narrativo, que busca mesclar cenicamente o ator-emissor e o personagem, numa fusão entre os gêneros épico e dramático. A função narrativa é então revezada de modo dinâmico entre as duas atrizes e o ator, sendo que no início este último assume mais a narração neutra, para só mais tarde passar a representar também o personagem Leon, que é o pivô de toda a trama.
Uma tendência ao exagero da dramaticidade (cuja aceitação varia muito conforme o gosto do receptor) é justificada tecnicamente, coerente com os diversos signos utilizados na cena. Essa dose de exagero dramático e o tom fortemente lírico, tanto nas situações propostas como no modo de expressá-las também esteve presente no esquete do mesmo diretor apresentado na edição passada (o esquete Minha alma é nada depois dessa história, com o seu núcleo profissional Os ciclomáticos), sugerindo uma espécie de estilo ou assinatura autoral da cena.
b) Questões acerca da dramaturgia:
A cena traz a história de um engano fatal, que faz com que as irmãs Ana e Sofia, muito ligadas entre si, tenham sua relação abalada. A suposta paixão por um mesmo homem é motivo de ciúmes que nascem de uma carta amorosa, e não assinada, guardada num baú. Certa de que essa carta fora escrita para Leon por Sofia, a irmã-poeta, Ana se sente traída e acaba por matar sua irmã. Após o tresloucado gesto, o engano é desfeito: na verdade, o rapaz pedira à Sofia que escrevesse a tal carta como se fosse ele expressando poeticamente o seu amor por Ana. A trama, portanto, é bastante simples e traz elementos do gênero folhetim, oriundo da literatura novecentista e que se perpetuou em algumas telenovelas: triângulo amoroso; laços familiares desfeitos em função de uma suposta traição; assassinato passional; e o fatídico reconhecimento tardio do engano trágico. Tal situação só ganha maior interesse no esquete porque o texto tem um tom assumidamente literário (não banalizado num diálogo diretamente teatral) e pelo recurso interpretativo do ator-narrador, integrado ao tratamento plástico dos elementos da cena.
c) Sobre a linguagem cênica e as referências utilizadas:
O envolvimento do diretor e de seu elenco com a pesquisa do teatro narrativo confere à cena sua principal sustentação: o jogo contínuo e fluído na alternância da narrativa e a harmonia de tom na construção de seus personagens. A marcação quase esquemática da cena, chegando à ocupação geométrica do palco, é atenuada pela qualidade dos movimentos e deslocamentos, associando algo de natural àquilo que é arbitrário. Nesse sentido, percebe-se uma ligação longínqua com a dança, que esteve mais aparente enquanto coreografia no já citado esquete apresentado em 2009, e que aqui talvez resida no trabalho subterrâneo, como treinamento ou mera inspiração. Além de uma espécie de musicalidade contínua, por vezes reforçada pela sonoplastia, há uma visível preocupação com o uso rítmico das falas, atributo essencial de um bom teatro narrativo.
d) Quanto à interpretação:
A linguagem construída pelo encenador e seus atores a partir da pesquisa sobre o teatro narrativo, conforme comentado acima, encontra boa repercussão nas características e recursos do elenco. Com boa voz, Camila Zampier (Ana), Talita Bildeman (Sofia) e Almir Rodrigues (Leon) respondem bem às exigências do texto e da direção, tanto nos momentos de uníssono que quase resultam numa melodia, quanto nas variações rítmicas e individualizações dos personagens. A transição entre ator-narrador e personagem se dilui de modo natural, mas sem perder a clareza. Isso só pode ser resultado de dedicação e treinamento, evidenciando uma outra qualidade essencial do elenco que é a disciplina (no sentido mais libertário do termo, entenda-se bem). Embora presente, o risco do tom folhetinesco, quanto às contradições entre o exagero e a naturalidade na interpretação, não chegou a desestruturar a atuação do trio, que se manteve coeso, sobretudo pela confiança na linguagem estabelecida pela cena.
e) Sobre outros recursos expressivos utilizados:
Fora o uso funcional de cubos, a cena é marcada por um elemento central: um simbólico baú, colocado ao fundo e de onde saem não só a origem do engano (a carta), mas também a sua conseqüência (a morte de Sofia). A preparação para o assassinato é bem acentuada visualmente quando Ana retira do baú um longo tecido vermelho que atravessa a cena e que depois será usado de modo intensamente teatral no estrangulamento da irmã.
Acompanhando essa força visual, os figurinos, concebidos e elaborados com simplicidade, conferem aos atores a necessária unidade; colaboram com a já citada fluência na alternância da narrativa e evitam o risco de isolamento dos três personagens desse equivocado triângulo amoroso.
f) Comunicação cênica:
O esquete obteve boa comunicação com o público, sugerindo um envolvimento emocional dela com a cena pela dramaticidade da situação de fácil compreensão. Para essa interação palco-platéia contribui muito o recurso do “contar e fazer”, que normalmente resulta num misto de estranhamento e aceitação da linguagem, que surpreende pela assumida teatralidade enquanto atrai pela clareza.
g) Comentários gerais:
Como já foi dito, o esquete evidencia a continuidade de uma pesquisa, com crescente domínio de seus recursos narrativos focados na comunicação direta e no envolvimento emocional/sensorial da platéia.




